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Santo Antônio do Leverger (MT), domingo, 26 de junho de 2022 - 

Resgate um pouca mais da história sobre a terra de Marechal Rondon



Foto: Desconhecido


Santo Antônio do Leverger (Mato Grosso)

"A terra onde nasceu Marechal Rondon, povo hospitaleiro, terra que produz o peixe, tem a fauna e flora, fica as margens do Pantanal Mato-grossense, a cidade é conhecida como
históricamente por - Terra de Rondon"

Fonte IBGE - Santo Antonio do Rio Abaixo, primeira denominação deste município, teve a sua história marcada pela vinda dos bandeirantes paulistas, pela produção açucareira, e mais tarde, pelo turismo e pela pesca. Santo Antonio de Leverger é uma cidade centenária.

A origem do seu nome deve-se a imagem do santo que fora deixada por uma das expedições paulista que percorriam as minas de Cuiabá, na primeira metade do século XVIII, ainda sob domínio português. A versão histórica que predominou, registra que em época de rio cheio, uma monção subia o Rio Cuiabá em direção as minas de ouro descobertas por Miguel Sutil. Esta foi atacada pelos índios do povo Guató, embarcações foram afundadas culminando em algumas vítimas fatais. Assombrados com o que havia ocorrido, pararam para pernoitar à beira do sangradouro.

Na manhã seguinte, prontos para seguir viagem, um dos batelões fica preso, como se tivesse encalhado num banco de areia. Apesar de várias tentativas, os paulistas não conseguiram arrastar o batelão. A superstição tomou conta dos rudes canoeiros, como sugestão, retiraram vários pertences restando somente a imagem de Santo Antônio, mais nada conseguiram, até que foi dada a ordem de retirar a imagem do santo e a canoa deslizou mansamente rio abaixo.

Mais tarde, outra monção que por ali passava tentou levar a imagem, e o prodígio se repetiu. No local foi erguida uma capela de palha. A pequena capela deu origem ao surgimento de uma pequena povoação de agricultores. Com o tempo, foi construída uma Igreja que tempo depois, deu lugar ao templo atual.

A denominação da cidade passou por várias alterações até que por força da tradição do povo, que sempre venerou o santo milagreiro, alterou definitivamente para Santo Antonio de Leverger. A data de 13 de junho foi fixada por Lei municipal, como sendo o dia do aniversário da cidade em homenagem ao Santo padroeiro e, também, ao almirante Augusto Leverger, ilustre cidadão, que foi presidente da Província de Mato Grosso, e herói da Guerra do Paraguai.

O território do município de Santo Antônio de Leverger foi desmembrado diretamente do município de Cuiabá, sob a denominação de Santo Antônio do Rio Abaixo.

O território do município é habitado, desde tempos imemoriais pelo povo indígena Bororo. Ainda hoje o município apresenta uma parte desse povo na Área Indígena Tereza Cristina. No tempo da história escrita, provavelmente datando dos anos de 1670 ou 1673, vêm as primeiras notícias de paulistas e bandeirantes de passagem pelo Rio Cuiabá. Manoel de Campos Bicudo teria subido o Rio até se confrontar com o morro da Canastra, hoje denominado São Jerônimo, na Chapada.

Pelas águas do Rio Cuiabá também sulcaram embarcações paulistas e, 1718, de Antônio Pires de Campos, paulista preador de índios do povo Bororo da barra do Rio Coxipó. Pelo Rio Cuiabá passou também Pascoal Moreira Cabral.

Em 1929, foi colhida uma versão da fundação da povoação de Santo Antônio do Rio Abaixo, versão contada por um homem centenário, mas lúcido. A versão se perdeu pelos tempos afora, coberta pela indiferença de gerações modernas, mais materialistas que as antigas. A versão foi a seguinte: Uma monção, no tempo do rio cheio, subia ao Rio Cuiabá, em demanda das minas de ouro descobertas por Miguel Sutil. A monção a duras penas vencia as águas barrentas do rio, pois fora vítima dos índios canoeiros do povo Guató, sendo afundadas algumas embarcações e mortos uns componentes.

As canoas sobradas da refraga penetraram certo entardecer por uma boca de água remansosa, à beira do sangradouro para pernoitar. Os paulistas, refeitos na manhã seguinte, aprontaram-se novamente para a labuta da viagem, quando um dos batelões fica preso, como se estivesse encalhado num banco de areia. Mesmo à força do remo, os paulistas não conseguiram

arrastar o batelão. A superstição toma conta dos rudes canoeiros. Por sugestão de um deles, desembarcaram a imagem de Santo Antonio, que transportavam. O resultado não se fez esperar, pois o batelão se soltou e os paulistas puderam seguir viagem. Outra monção passou por aquele lugar e quis levar a imagem de Santo Antonio. O fenômeno de impedimento de viagem se repetiu. Os paulistas levantaram, então, uma primitiva capela, que não mais existe. A Igreja Matriz de Santo Antonio foi construída em estilo Barroco entre 1946-1948 sob coordenação do Frei Walfredo Staehle, mestre de obras, e em regime de mutirão. Em noites enluaradas, grupo de pessoas da comunidade, em ri timo de devoção, carregavam baldes de areia da praia para ser utilizada nesta construção. No dia 11 de junho de 1994 foi lançada uma campanha Pró-restauração da Igreja-Matriz.

No final do século XIX, o município possuía as maiores usinas de produção de açúcar, aguardente e álcool do Estado de Mato Grosso, sendo elas, Maravilha, Conceição, Ari cá, Tamandaré São Miguel, São Sebastião e Itaicy. Dentre elas, esta última se destacou, de propriedade do Cel. Antonio Paes de Barros, mais conhecido como Totó Paes, surpreendeu com uma estrutura bastante moderna para época; pois possuía tecnologia avançada, escola, banda de música, capela, luz elétrica, mercado (armazém) e até mesmo moeda própria. Hoje, a usina se encontra desativada, bastante estragada devido a ação do tempo e ainda conserva boa parte de sua história através dos maquinários, das casas, dos mobiliários, e também, através das pessoas que vivenciaram esse momento histórico.

Depois de muito tempo trocando de nome, a denominação destinada a permanecer é uma homenagem ao santo padroeiro e ao Almirante Augusto Leverger.

Foi este cidadão, francês de nascimento, mas mato-grossense de coração, por inúmeras vezes Presidente da Província de Mato Grosso. Herói da Guerra do Paraguai recebeu o título nobiliárquico de Barão de Melgaço, por haver proposto impedir a invasão paraguaia em Cuiabá, usando as colinas de Melgaço para alcançar seu objetivo, juntamente com bravos voluntários da Pátria.

A denominação dos habitantes é levergenses.
O município de Cuiabá deu origem ao município de Santo Antonio do Rio Abaixo, depois denominado Santo António, depois Leverger e finalmente Santo Antonio de Leverger.

Gentílico: levergenses ou santoantoniense Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santo Antônio do Rio Abaixo, pela lei provincial nº 11, de 26-08-1835.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio do Rio Abaixo, pela lei estadual nº 22, de -04-07-1890, desmembrado do município de Cuiabá. Sede no antigo distrito de Santo Antônio do Rio Abaixo. Constituído do distrito sede. Instalado em 13-06-1900.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.
Elevado á condição de cidade com a denominação de Santo Antônio do Rio Abaixo, pela lei estadual nº 1023, de 2-09-1929.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito
sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o
município aprece constituído de 3 distritos: Santo Antônio do Rio Abaixo, Melgaço e Santo Antônio da Barra.

Pela lei estadual nº 208, de 26-10-1938, o município de Santo Antônio do Rio Abaixo passou a denominar-se simplesmente Santo Antonio. A lei acima citada altera a denominação do distrito de Santo Antônio da Barra para Joselândia.

Autor: Administrador Geral

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